quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Desenhos expressivos no mural da Escola Municipal Jaguariaíva














O recorte escolhido pela Professora Neiva  no cuidadoso trabalho com o livro O Balé da Chuva, foi a parte que descreve a casa da história e o que se vê olhando da janela. Ela desafiou seus alunos a criarem ilustrações pensando na frase "vejo da minha janela". O 2º ano contou, com lindos desenhos, o que enxergam de suas janelas. A Professora Neiva inspiradíssima, serviu bolinhos de chuva para todos. Humm! E vieram com a receita, uma delícia!


segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Bate-papo com a autora, na Escola Municipal Walter Hoerner



Biblioteca Cata-vento recebe a visita de Marilza Conceição
por Professora Suely, para o site Cidade do Conhecimento.

http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?portal=163&aba=fiquepordentro&idnoticia=26438



A leitura é uma das práticas fundamentais para a formação do estudante e dela depende praticamente todo o aprendizado escolar. Com base nessa afirmação e com o objetivo de proporcionar momentos de leitura e lazer através das obras literárias da autora Ruth Rocha, as Professoras Suely Oliveira, Denize Siqueira e Adele Genari, do Ensino Fundamental da Escola Walter Hoerner, estão desenvolvendo o Projeto Universidade& Escola - Leitores Autônomos. Através dele, buscam despertar o gosto pela leitura e escrita, vivenciando experiências diversas através de histórias lidas, ouvidas e pesquisadas, bem como melhorar a aprendizagem em sala de aula dos conteúdos, incentivando a produção individual e criativa dos alunos.
Foi o que aconteceu no dia 29/10/09, um dia após a inauguração da nossa “Biblioteca Cata-vento”, quando a escola recebeu a visita da Professora e Escritora Marilza Conceição, autora de livros infantis e contadora de histórias do Bosque Alemão. Ela foi entrevistada pelos alunos do 3º Ano A e 1ª Etapa – Ciclo I, com o objetivo de conhecer melhor a profissão de escritor e de como acontece a criação das histórias e elaboração de um livro infantil. As crianças perceberam a riqueza imaginativa que permeiam as histórias contadas pela autora. Os gestos, a fisionomia e o tom de voz colaboraram para viajarem no encanto da história inédita “O Peixinho Dourado”, contada pela autora, que nos fez viajar para o fundo do mar.
A autora, respondendo a pergunta de um aluno, de como cria suas histórias, segurou um cata-vento que enfeitava as paredes da biblioteca e exemplificou que escrever histórias é contar o que se vê, com riqueza de detalhes, mas com amor, sentimento este tão importante para expressar as emoções nas histórias.

Conforme afirma a Professora Suely, uma das participantes do projeto “as histórias são catalisadoras de imaginação sem fronteiras, o que caracteriza a infância. Elas são passaporte livre para o mundo da criança e para todos os processos formativos típicos da idade – a formação da personalidade, a construção de regras e valores, o desenvolvimento cognitivo, motor e sócio emocional. As histórias trazem saberes e experiências acumuladas por várias gerações. Oferecem exemplos de modelos e papéis que, desde a infância, facilitam nossa relação como o mundo".

domingo, 1 de novembro de 2009

Vice Versa de novembro de 2009

O Vice-Versa em sua missão de aproximar os associados da AEI-LIJ - Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infanto-juvenil, traz neste mês, as escritoras:
Sandra Pina (Rio) e Marilza Conceição (Paraná).
Apreciem esse gostoso bate-papo também publicado no blog /www.aeilijpaulista.blogspot.com
Marilza Conceição pergunta para Sandra Pina (foto)
1 - Sandra, quem nasceu primeiro a escritora ou a contadora de histórias?
Eu costumo dizer que um escritor é um contador de histórias, a diferença é que a gente conta histórias por escrito. (rs) Na verdade, acho que a escritora nasceu porque a Sandra já gostava de contar uma história desde que era criança... Afinal, não é disso que é feita a nossa vida? Das histórias que a gente vai acumulando na memória e recontando?
No fundo, no fundo, a escritora só veio depois, porque eu precisava primeiro aprender a escrever...

2 - Já aconteceu de alguma situação real, ter vindo parar numa de suas histórias?
Sandra Pina: Acho que em toda história que eu escrevo tem alguma cena que eu presenciei, ou me contaram, ou li a respeito... Mas nunca exatamente do jeito que aconteceu. Ou seja, eu preciso desse arsenal de memória para poder recriar. Na verdade, o que a gente chama de "real" é o que serve de inspiração, é o gatilho que faz nascer toda uma trama, o perfil de um personagem, ou um cenário. Mas, veja bem, é inspiração. Nunca coloquei uma cena "real" na íntegra (se fizesse isso, estaria fazendo um texto jornalístico), entretanto um escritor precisa de referenciais para criar uma história. Mesmo aquelas histórias que se passam num universo completamente fantástico.

3 - Você acha que os escritores de Literatura Infanto Juvenil devem abordar os problemas sociais, políticos e econômicos, realidade que nos afeta no dia a dia? E acredita que a literatura pautada na realidade, pode excluir o lado lúdico da história?
Sandra Pina: Não vejo nenhum tema que não deva ser abordado pela literatura, seja ela infantil, juvenil ou adultil. O que nós, que escrevemos para crianças e jovens precisamos atentar é para a forma. Me refiro à teoria da comunicação, onde você tem o emissor, o receptor e a mensagem. Se a mensagem não for intelegível para o receptor, ela não será compreendida. Quando escrevemos para crianças e adolescentes, precisamos ter o cuidado de ser compreendidos. E isso não significa, de modo algum, fazer um texto "infantilizado" ou "didatizante". Significa entrar no universo do leitor e falar/escrever de uma forma que ele compreenda, respeitando suas referências. É que nem bula de remédio:algumas são escritas de um modo que um leigo jamais entenderá a que se destina o remédio.
Eu acredito que a literatura tem uma função de fazer o ser humano entender melhor o mundo que o cerca, por isso não creio que existam questões que não devam ser abordadas por livros para crianças.
Quanto ao lúdico... ele nunca deve ficar de fora. Acho que existe lugar para o lúdico tanto na literatura que escolhe a "realidade" como cenário/enredo, quanto em qualquer outra literatura. Aliás, pensando bem... será que existe literatura sem ludicidade??

4 - Se você tivesse uma máquina do tempo, que escritor(a) do passado você desejaria encontrar?
Sandra Pina: Bem... pergunta difícil essa... Sinceramente eu não sei se gostaria de encontrar com algum escritor do passado. Tudo o que eu quero saber sobre eles está lá, nas linhas que escreveram, nas entrelinhas do que ficou por escrever, nas pausas, nos parágrafos.
Muitas vezes pode ser decepcionante conhecer o ser humano por detrás do mito.
Acho que se tivesse uma máquina do tempo, preferiria ser transportada para um café no Quartier Latin, em Paris, para observar os encontros e as conversas "informais" dos intelectuais franceses, talvez.... ou assistir as peças de Shakespeare encenadas na Inglaterra vitoriana.

Sandra Pina pergunta para Marilza Conceição (foto).

1. Em que momento da sua vida você percebeu que queria ser uma escritora?
Que livro plantou essa sementinha na sua alma?
Marilza Conceição: Desde pequena admiro a literatura e principalmente as poesias infanto juvenis.
Tive a sorte de estudar na escola em que a professora responsável pela biblioteca estimulava os alunos a conhecerem os livros. E a professora regente da classe, ensaiava apresentações de teatro com toda a turma.
Mas também reconheço em mim, premente, a vontade de ler e descobrir novas histórias.
Eu já estava encantada!
Preferia as aulas de Língua Portuguesa e costumava escrever textos ricos em detalhes, com ilustrações semelhantes à pintura Naïf, onde somente mais tarde me reconheci.
A atitude leitora foi mola propulsora da atitude escritora e desde então escrevo.
O escritor escreve!

2. O mestre Lobato disse aquela famosa frase: "quero escrever livros onde as crianças possam morar"... Em que lugar-livro você gostaria de morar? Qual é o seu cantinho imaginário da literatura preferido?
Marilza Conceição: Gostaria que minha morada fosse no lugar-livro de Lewis Carroll, como personagem de Alice no País das Maravilhas. Identifiquei-me tanto com a história quando a li, que entendi perfeitamente as buscas e angústias de Alice. Então me tornei Alice. Percorria o longo quintal da minha casa, com horta e pomar, falando com flores, árvores e meu gato Miti-Miti.
O sótão era um cantinho mágico das histórias, onde lia os livros de literatura que emprestava da biblioteca. Meu cantinho imaginário da literatura preferido é debaixo da árvore onde aparece o gato sorridente da história de Alice.
É claro que também estive envolvida com todas as “Reinações de Narizinho”.
Meu quintal tinha um pouco de Sítio do Pica-pau Amarelo.
Eu “dava aulas” para os pés de couve, que nunca me respondiam nada, mas se mostravam atenciosos. E para as irrequietas galinhas, que se recusavam a ouvir minha leitura, por mais encantadora que fosse a história. Sempre achei-as desatentas demais para a poesia.
Aquela casa, lugar querido em que morei na minha infância, com seus cheiros e cores, existe hoje apenas na memória. Há anos o terreno foi vendido e em seu lugar construíram quatro torres de prédios que miram o centro da cidade. Na frente passa uma avenida que liga dois bairros.

3. Na hora de começar uma história nova, o que vem primeiro: personagem? narrador? enredo? cenário? tudo junto? nenhuma das possibilidades anteriores?
Marilza Conceição: Na hora de começar história nova vem o personagem, determinado, assoprando em meus ouvidos o que quer que eu digite para que ele conte, denuncie, resolva comigo ou com os leitores. Segue-se o cenário onde acontece o enredo e o narrador organizando a contação.


4. Se você pudesse ser um personagem da literatura, quem seria?
Marilza Conceição: Melhor fazer um sorteio no universo dos contos de fadas para me colocarem como personagem de uma das histórias de que mais gosto.
Poderia ser facilmente Alice com seus espantos corriqueiros, preparando-se para os novos, ou Emília, com sua curiosidade e invencionice.
Poderia ainda ser Chapeuzinho Vermelho, com sua independência, ou Maria irmã de João com sua coragem.
Ou ainda o Pequeno Príncipe, responsável por aquilo que cativa, mas também aceitaria com toda a pompa e circunstância, ser a Branca de Neve e todas as outras princesas, morando num castelo encantado, dançando em bailes, vencendo as adversidades para o encontro do amor e terminando a história, feliz para sempre.

sábado, 31 de outubro de 2009

Jornada Transdisciplinar na Faculdade Dr. Leocádio José Correia.



Recebi o convite para o lançamento de O Balé da Chuva do diretor da Faculdade Dr. Leocádio José Correia, onde cursei Pedagogia e da coordenadora Maria Sueli. Na  segunda foto estou ao lado da  Professora Denise Sbalquiero, de quem sou admiradora. É uma grande mestra e educadora dedicada aos alunos. 
Em nosso convívio aprendi que Ciência é conhecimento e por meio de pesquisa e informação se constrói um mundo melhor.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Bate papo com autor na Escola Municipal Ricardo Krieger

Atendendo ao convite da Professora Lorena e seus alunos, estive na Escola Municipal Ricardo Krieger para um bate papo com os alunos. A leitura de O Balé da chuva motivou perguntas interessantes dos alunos. Ao chegar, de imediato avistei a mala de livros, idealizada pela agente de leitura da biblioteca da escola, para colocar as sugestões de leitura da semana à vista dos alunos. Idéia muito boa!

             O maior benefício para uma criança, quando ela ouve histórias, é o encantamento, o interesse, a concentração, e principalmente as emoções: rir, chorar, sentir medo, torcer, além da vontade de ouvir mais o despertar da curiosidade de ler! O livro é uma vida paralela!


Saliento a presença do meu  pai, meu maior incentivador, ao lado da diretora da escola, Professora Fátima e da Professora Lorena, regente da 4ª série.
http://www.cidadedoconhecimento.org.br/cidadedoconhecimento/index.php?portal=524&cod_not=25701 

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

E.M. Mirazinha Braga


Encontrei autores de Literatura Infanto Juvenil na E.M. Mirazinha Braga. As professoras Marisa e Karen orientam um trabalho excelente com Literatura. Contei a eles que quando criança eu dava aulas para os pés de couve da horta. Eles contaram que brincam de dar aulas para as bonecas e para o cachorro. Apresentaram-me o livro de sua autoria, que foi editado no ano passado e contaram-me que o novo sai este ano.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Entrevista para IBEPEX



Em 27 de agosto de 2009 atendendo ao convite da Editora IBPEX, gravei depoimento para a conferência "A Escola e a Formação de Leitores". Trata-se de material audiovisual que será comercializado em bancas de jornais e revistarias para o público interessado.

IBEPEX - A literatura pautada na realidade, ou seja, apresentando problemas sociais, políticos e econômicos, acaba deixando para trás o lado lúdico da história?
MARILZA CONCEIÇÃO - Os autores didáticos, em sua maioria, e os professores devem reconhecer o texto literário e suas especificidades e intenções, se querem ser motivadores de leitura. A leitura é a ferramenta da cultura letrada e através dela adquirimos nossos conhecimentos.
É preciso diferenciar a linguagem referencial da notícia do jornal, que tem função informativa, a linguagem didática, que tem como função ensinar e a linguagem artística da literatura.
É preciso cuidar para não criar as crianças, num mundo de perfeccionismo, dentro de uma bolha, porque isto é um modo do início do século passado. É uma crença generalizada, de evitar o que é mau. Criança precisa ler os mitos e contos de fadas como eles são. Ler o bem vencendo o mal ajuda-as a dar conta de seus conflitos internos.
O que precisa parar é o estímulo ao consumo: o medo de deixar a criança desejar e de que isto faça mal. Temos de parar de correr e dar o que a criança pede. Criança precisa aprender a lidar com frustração.

IBEPEX - Pode relatar uma situação real que tenha vivido e que de certa forma trouxe para alguma obra?
MARILZA CONCEIÇÃO - O escritor carrega seu caderno de notas para registrar as coisas pitorescas que lhe acontecem. Recortes de conversa, impressões, palavras que alguém e coisas que lê. Nosso cotidiano é povoado de crônicas e basta anotar. Nossa vida apresenta cotidianamente a coletânea de nossas crônicas.
Recentemente mudei para um apartamento no bairro em que cresci e observei as mudanças acontecidas numa das ruas, nos prédios onde nova arquitetura reveste a carcaça dos velhos prédios e abrigam as novas lojas. Na mesma calçada de antes, segui sobre os meus passos de menina.
Este cotidiano encanta sobremaneira o escritor, que vê na chuva, na procura alucinante dos pássaros por abrigo, sensações da infância e revive os cheiros. "O cheiro, da maneira como os cheiros são capazes de fazer, transporta-me à infância por instantes." (O Balé da Chuva, p. 16)
O escritor registra as incursões entre o real e o imaginário que para ele são rotina de vida e material para suas crônicas, contos e poesias.
Com um olhar poético e crítico, trabalhando a linguagem, percebendo distâncias, o escritor atinge o leitor que, algumas vezes tem a sensação de identificação e chega a pensar que o que leu foi escrito para ele.

IBEPEX - Quem nasceu primeiro a escritora ou a contadora de histórias?
MARILZA CONCEIÇÃO - Começou com a leitura. Nasceu primeiro a leitora, depois a contadora de histórias, ainda jovem e mais tarde a escritora. A literatura coloriu minhas idéias que brotam do coração, das vontades que impulsionam o meu ser e do entendimento da minha criticidade.
Então saem pelos dedos digitando, escrevendo e desenhando no papel. Saem declamadas no formato das poesias que meu mundo interior inventa.
A literatura é marca positiva, não tenho dúvidas, pois sou coloridamente atingida por ela.

IBEPEX - O que é mais difícil, escrever uma história ou contar uma história?
MARILZA CONCEIÇÃO - São situações importantes de encantamento.
Contar exige que se conheça a história sendo fiel ao texto, principalmente se for um clássico. Repertório é enriquecido com leituras.
Escrever é mais elaborado. Histórias inventadas carecem de vocabulário, evidentemente adquirido através das leituras. É exercício de imaginação e demanda pesquisa. A pesquisa é companheira da escrita. E é apaixonante quando o escritor, medindo a tensão do enredo, segue o que a história exige. O autor expressa a vontade exata do personagem senão a bruxa aparece e o leva embora e ele desaparecerá... O enredo algumas vezes se resolve, ou se problematiza. O escritor avança um pouco e naquele momento isso é o bastante.

IBEPEX - E como aperfeiçoar o modo de contar histórias?
MARILZA CONCEIÇÃO - Lendo e contando. É verdadeira a afirmativa de que só se aprende a fazer fazendo. E para aperfeiçoar o ato de contar histórias é preciso capacitar-se, como se faz para executar o trabalho com responsabilidade. Amar o que se faz também aperfeiçoa a qualidade deste fazer. Educar não é uma característica apenas da literatura infantil, mas de toda literatura e de toda manifestação artística. Eu me educo quando leio Paulo Venturelli, Glória Kirinus, Marina Colassanti. E apreciando obras de arte, como as fotos de Sebastião Salgado, as telas de Carlos Colombino, a música, que vai de Mozart a Chico Buarque. O artista educa sem saber. E o faz pelo encantamento e prazer estético que toca o outro, levando-o a refletir, a ampliar o olhar para o mundo, estabelecendo novos sentidos. Cada artista trabalha com sua matéria-prima, no caso do escritor, a palavra. 
Não é função da literatura ensinar nada a ninguém, marcando a ferro e fogo, ditando normas de conduta, mas educar no sentido etimológico da palavra, conduzindo para fora do sujeito o que já existe nele, contribuindo para ampliar sua percepção de mundo por meio do belo. O artista é formador de mentalidade. 

IBEPEX - O que você prefere contar uma história ou escrever uma história?
MARILZA CONCEIÇÃO - O trabalho do escritor é como o de um artista plástico. A tinta pede uma outra cor determinada para compor o quadro, não é só ir pintando simplesmente. Assim é com as palavras. Todas podem ser usadas, porém, contextualizadas. Palavra foi feita justamente para ser dita, para revelar. “Palavra é para usar”, diz Manoel de Barros “dizer não é fazer, é um outro fazer, é só um descomportamento linguístico”.
O autor de literatura infantil tem como leitor uma criança com um universo menor que o seu, com limitações de visão de mundo, de sintaxe e de léxico. É um desafio produzir textos infantis, pois o manejo de palavras e idéias constitui-se em exercício de uma inspiração constante.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

1ª BIENAL DO LIVRO DE CURITIBA

27 de agosto a 04 de setembro de 2009 - Unicenp Expo Unimed Curitiba
Dentro do stand da Biblioteca Pública do Paraná,
Bruxa Mila contou várias histórias para as crianças.
Em nove dias dedicados à cultura e à integração,o livro é atração principal da Bienal. Para que o público tivesse oportunidade de se aproximar de autores e livros, a Bienal foi dividida em áreas de exposições e atrações, onde ocorrem
debates, sessões de bate-papo com personalidades do meio literário,
lançamentos, sessões de autógrafos e contação de histórias. http://www.portaldoservidor.pr.gov.br


A personagem Bruxa Mila com a pequena Vitória, Lídiamara Gross, diretora do departamento infantojuvenil da Biblioteca Pública do Paraná, a bibliotecária.


As crianças dão sua versão para o final da história


Apoio Cultural
http://www.bpp.pr.gov.br


Com Larissa, grande leitora 

domingo, 2 de agosto de 2009

ANDARILHA - CRÔNICA


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                    ANDARILHA
                                  por Marilza Conceição

Sem querer, sem esperar, fugimos para o passado. Isso acontece, por exemplo, quando voltamos ao bairro da infância, às calçadas conhecidas, aos lugares onde brincamos. Tais lembranças costumam iniciar-se com a velha frase: “no meu tempo...”
Foi o que senti quando observei as fachadas que revestem as carcaças dos antigos prédios, onde novas lojas vestiram as velhas. Através da vitrine meu olhar revisitou o armazém de secos e molhados, cuja atração principal era o gato enrodilhado no balcão de madeira, ladeado pelo fumo de rolo e a balança Filizola. No canto do balcão, junto à parede, um vidro separava o pequeno armarinho, onde os fregueses se aviavam de linhas, sinhaninhas e botões. Comprava-se de um tudo: arroz, feijão, farinha, sabão, canecas esmaltadas...
A porta ao fundo, separava a loja da residência da família. Cruzando-a, deparava-se com a sala e o corredor que levava aos quartos, além de um inusitado alçapão que conduzia ao porão, onde ficava a cozinha. Descer aquelas escadas, para uma menina curiosa, era motivo de alegria, tão bom quanto receber um prêmio. Nas vezes em que estive à mesa com as crianças da casa, observava sorrindo, quando alguém as descia: primeiro apareciam uns pés, depois pernas, corpo, mãos no corrimão e a cabeça. Pronto, estava aparecida a pessoa. Para os garotos da casa isso era tão corriqueiro, que retomavam suas lições no mesmo instante. Lembrei do dia  em que morreu o avô e das horas durante o velório, que não me foram pesarosas, pelo contrário, possibilitou uma investigação por todos os cômodos da casa de maneira quase invisível. A visita por quartos atapetados, os estofados e o banheiro com banheira me fizeram concluir o quanto eram ricos. 
O barulho do trânsito foi o desfecho e a lembrança diluiu-se, por isso senti saudades. Os olhos focaram calçados e bolsas a preços convidativos enfeitando a realidade. Do devaneio de poucos instantes, tempo que se demora para olhar uma vitrine, voltei para onde nada mais daquela vida existe. Só memórias. E num desses zooms que a imaginação faz, retomei o presente e caminhei na calçada sobre meus passos de menina. 
Mas onde estarão as pessoas que viveram aqui? Por certo a herança foi dividida depois da venda do patrimônio. Isso é muito comum. As pessoas querem morar em novos prédios, com portaria 24 horas e câmeras vigilantes, que a segurança das cidades exige. E as novas fachadas, de gosto por vezes duvidoso, esconde a beleza das antigas, o que é uma pena.
Constatei, por conta da pureza da infância, que por ser distante, nos parece tão mais feliz, como somos tocados pelas visitas ao passado, quando a memória reconhece cheiros, sons e objetos, tentando deslocá-los numa lembrança meio nublada. É um déjà vu que não se esgota em si mesmo, segue grudado em nós e nos forma quem somos. 
Exatamente por sonhos quase reais como esse, é que inventamos a nostalgia.


quinta-feira, 30 de julho de 2009

Manifesto por um Brasil Literário

http://www.brasilliterario.org.br/
O escritor Bartolomeu Campos de Queirós um dos autores
do Manifesto por um Brasil Literário, fez a leitura do documento
em evento na Casa da Cultura de Paraty, em julho/2009.

domingo, 26 de julho de 2009

CONGRESSO DE LEITURA - 17º COLE - UNICAMP - CAMPINAS

Com periodicidade bianual, o COLE reúne e aproxima diferentes profissionais nacionais e estrangeiros ligados ao universo do livro e da leitura como espaço de reflexão e socialização de experiências, de produção e divulgação de pesquisas e projetos educativos, de aprofundamento e entendimento das práticas culturais, de atuação e incentivo a políticas públicas. Aqui com colegas da Secretaria Municipal da Educação de Curitiba.


Inácio de Loyola Brandão é um de meus escritores favoritos. Pessoa de humor afinado com o cotidiano, escreve as mais espirituosas crônicas.





Marisa Vorraber Costa
(UFRGS; ULBRA), abordou a questão de como a diversidade tem matizado as múltiplas instâncias da vida contemporânea, particularmente na modalidade que tem sido substantivada como o “politicamente correto”. Com exposição de fotos e filmes, instigou a platéia à leitura inscrita nos meandros da sociedade de consumidores e da cultura consumista. Ressaltou a proeminência do jogo de interesses comerciais típicos da cultura do consumo, que se aproveita da voga da consideração da diversidade para atulhar o mercado editorial com obras de literatura infantil e infanto-juvenil que invocam tal temática, abordando-a, frequentemente, de maneira banal e inconsistente.

Jordana e Heloísa, ótimas amizades.

sábado, 4 de julho de 2009

Escrever?



Uma tentativa 
de descrever o onírico
partilhar o que me alegra 
e o que me aborrece
contribuir 
com um mundo melhor
compartilhar 
o aprendizado do dia a dia.




terça-feira, 30 de junho de 2009

Brian Dettmer obra: Centopéia-livro



Brian Dettmer (35 anos) artista plástico americano, costuma manipular livros descartados – atlas, dicionários e enciclopédias abandonados por seus leitores, transformando-os em esculturas surreais. A técnica, que o autor denomina de “autópsia”, foi desenvolvida ao “dissecar” cada livro, efetuando cuidadosos cortes de páginas, colando-as e remontando-as, resultando em objetos e criaturas inesperados.
Meu gosto por livros leva-me a descobrir até arte com eles!

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mário Quintana


As pessoas sem imaginação podem ter tido
as mais imprevistas aventuras, podem ter
visitado as terras mais estranhas.
Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou.
Uma vida não basta apenas ser vivida.
Também precisa ser sonhada.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Moacyr Scliar no Paiol Literário


Moacyr Scliar é membro da Academia Brasileira de Letras, já teve livro transformado em filme e é hoje um dos escritores mais representativos da literatura brasileira contemporânea.
É cronista do caderno Cotidiano do jornal Folha de São Paulo.
Conversa mais que agradável na noite fria em Curitiba.
Moacyr comentou que não sentiu diferença de temperatura.
Claro, chegou de Porto Alegre!

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Rádio Prefeitura

Os alunos da 8ª série da Escola CAIC Bairro Novo estão trabalhando num projeto muito legal, orientado pela professora Patrícia. Trata-se de um programa de entrevistas na Rádio Prefeitura. Adorei participar!

sábado, 4 de abril de 2009

Bate papo com alunos da Escola Eny Caldeira





Numa manhã alegre, as crianças que leram O Balé da Chuva, chamaram-me para um bate papo na escola. Estão de parabéns, porque o número de empréstimo de livros é grande. Sinal de que a professora Neuza Tamborlim mostrou a eles o caminho da biblioteca e as crianças se apaixonaram por Literatura.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Curso de Literatura na Sala de Aula para alunos da Faculdade Machado de Assis

Literatura deve ter lugar especial nos currículos dos cursos de Letras, Biblioteconomia e de Pedagogia. Elias José uma vez disse que "Literatura é arte, feita com palavras, com o imaginário solto, sem compromisso de informar ou ensinar, com o grande desejo de emocionar, de sensibilizar, de mexer com a inteligência, com o "eu poético" e com o imaginário ficcional do leitor, provocando o prazer de ler e a vontade de também escrever. Quando estas importantes qualidades textuais forem reconhecidas, a leitura será colocada no seu devido lugar na escola: a prioridade e superioridade sobre qualquer outra atividade na escola. Seja a leitura referencial como a didática e a literária, todas importantes, mas cada uma com suas qualidades e funções bem percebíveis."

Na aula presencial,o contato com reproduções de obras de arte, aquecimento da literatura.

Foi um curso de 15 horas com acompanhamento pela internet.

É maravilhoso despertar o gosto pela literatura nos alunos de todas as idades.


domingo, 15 de março de 2009

Itapema


Itapema - Pedra rasa, lajeado; Tupi Guarani










ondas lambem a praia






Ao longe, um barco leva turistas para o passeio pela costa .





quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

FLORIANÓPOLIS

Férias no sul da Ilha de Florianópolis.

Espetacular!

Praia do Campeche, Riozinho e Lagoa da Conceição, além dos passseios no Pântano do sul.


O ano iniciou com saúde, alegria, sol e mar.















Deu no New York Times, segundo reportagem da Band News, que Florianópolis foi comparada a Ibiza e Saint Tropez, por suas praias maravilhosas. De fato, natureza prodigiosa, só continua mostrando a água verde em três tons, onde não foi poluída.


Deu no New York Times, segundo reportagem da Band News, que Florianópolis foi comparada a Ibiza e Saint Tropez, por suas praias maravilhosas. De fato, natureza prodigiosa, só continua mostrando a água verde em três tons, onde não foi poluída.

Deu no New York Times, segundo reportagem da Band News, que Florianópolis foi comparada a Ibiza e Saint Tropez, por suas praias maravilhosas. De fato, natureza prodigiosa, só continua mostrando a água verde em três tons, onde não foi poluída.
Deu no New York Times, segundo reportagem da Band News, que Florianópolis foi comparada a Ibiza e Saint Tropez, por suas praias maravilhosas. De fato, natureza prodigiosa, só continua mostrando a água verde em três tons, onde não foi poluída.
Deu no New York Times, segundo reportagem da Band News, que Florianópolis foi comparada a Ibiza e Saint Tropez, por suas praias maravilhosas. De fato, natureza prodigiosa, só continua mostrando a água verde em três tons, onde não foi poluída.
que fica ao sul e a bonita Santo Antônio de Lisboa, que fica ao norte,pode-se apreciar
a arquitet
ura.



Florianópolis, montanha, céu e mar.

Um dos mais famosos pontos turísticos, a ponte Hercílio Luz,

está entre as maiores pontes pênseis do mundo.
Foi inaugurada em 13 de maio de 1926 e fechada para o tráfego em 1982,
de acordo com o Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.
Possui 821 metros de comprimento, e sua estrutura de aço tem peso estimado em 4.000 toneladas.

No Sul da Ilha há muitas belezas para apreciar.
Entre as praias mais concorridas estão Campeche, Riozinho, Joaquina e arredores.

A natureza sofreu e ainda se refaz do prejuízo das enchentes do ano de 2008.

O Estado de Santa Catarina, com o esforço e o trabalho de um povo forte, se reergue. Há que se registrar também a solidariedade do povo brasileiro, ressaltando os curitibanos, que se empenharam em colaborar com Santa Catarina.


O céu é de um azul contente e o mar de ondas enormes para surfar.

Em duas das localidades de colonização açoriana de Florianópolis: Ribeirão da Ilha,








Há 93 fazendas marinhas na Baía Sul, produzindo as mais saborosas ostras.








paisagem, no pôr-do-sol é ainda mais bonita!














Ostras e mariscos chegam à mesa, in natura ou gratinados, depois de serem colhidos na hora. Aproveitamos um delicioso almoço no Restaurante Ostradamus. Recomendo!

Passeios no Pântano do Sul. A Praia do Matadeiro apresenta uma trilha no seu extremo.
Percorrendo-a pode-se explorar

belos costões, vegetação nativa
de Mata Atlântica, fontes de água, flores, aves e a
exuberância da Praia da Lagoinha do Leste e sua lagoa encantada.

A praia do Riozinho é um trecho de pouco mais de 300 metros da extensa Praia do Campeche, à esquerda de quem chega pela Avenida Pequeno Príncipe. Ficou famosa nos últimos anos pela localização e estrutura que oferece ondas para os surfistas das seis da manhã, e que agora bomba entre os kitesurfistas e os dissidentes da Praia Mole.


Pratica-se voleibol, frescobol e as raquetes de tênis de praia não param.
É frequentada por pessoas bonitas que não querem pagar o mico de enfrentar trânsito para pegar praia.

Passeando de barco pela Lagoa da Conceição, observa-se os parapentes que são uma espécie de pára-quedas projetados para decolar de encostas de montanhas ou morros.

Quando as condições ambientais são favoráveis, 

os voadores sobem além do ponto de decolagem e
ficam no céu por várias horas.
Térmicas (bolhas de ar quente) 

ou lifts (ventos ascendentes pelo contorno das elevações) 
sustentam o praticante no ar. 

O pouso geralmente acontece em pastos ou na praia.
Com peso entre 7 e 10 kg, o "paraca" pode ser
transportado em uma mochila nas costas.

A atividade é segura, desde que
se faça um curso em escola credenciada.